sábado, 28 de junho de 2008

A Cultura pesa...

Pois é, gente. A Cultura pesa no bolso e nos ombros. Pelo menos foi esta a nossa constatação na manhã do último sábado, 21 de junho, diante de mais um encontro do projeto. É que enfim compramos as duas primeiras estantes oficialmente nossas!!! Êba. Bem, apesar do desconto do marceneiro, pesou no bolso. Como diria um conhecido nosso, ser voluntário significa alguns reais a menos na conta todo mês. Fazemos o possível e, às vezes, o impossível, para mantermos o projeto com o carinho e a qualidade que acreditamos merecer. Desde que saímos da Pró gente, os livros ficaram guardados em maravilhosas caixas de papelão de uma conhecida marca de cosméticos. Os caras capricham no papelão e no perfume (hehehe). Mas desde a semana passada, nossa sala no Centro Comunitário da Criança ganhou duas estantes de madeira de demolição. E é aí que a cultura também pesa. Pesou nos ombros do Tino e do Célio que buscaram nossos objetos do desejo na marcenaria, colocaram no carro, transportaram até a sede do projeto e desembarcaram-nas na sala de leitura. Ufa!!! Eu e Edna cansamos só de ver aquela ação. Enquanto isso...
... as crianças recebiam com alegria exuberante uma penca de livros que a Mariana Massarani doou para o projeto. O colorido contagiante de suas ilustrações e as histórias sempre maravilhosas que elas contam não paravam nos olhos dos nossos meninos e meninas. Foram todos para as tocas dos pequenos roedores. Valeu, Mariana. Muito obrigada!!! Quando quiser e puder, dê uma volta por aqui. A turma aguarda a sua visita.
Eu aproveitei a deixa e li para as crianças O CASO DAS BANANAS. Foi um furdunço. Todo mundo ligado nos links que ligavam uma página à outra, tanto na rima do texto do Milton Celio quanto na dica que a Mariana Massarani deixava em suas ilustrações. Fiquei cercada de meninos curiosos. Nota 10 para o livro. Fez cócegas na imaginação dos Roedores de Livros. Por fim, tive que atender à Edna (foto abaixo), estudante universitária que veio conhecer o projeto e nos entrevistar para um trabalho da faculdade.
Depois de ver nossos machos roedores esbaforidos, limpamos os livros e ocupamos as estantes com o que temos de mais precioso: livros. Foi mais um sonho realizado. Queremos mais. Mais livros e a possibilidade de abrirmos a biblioteca durante a semana com atividades para as crianças das escolas da redondeza e seus familiares. Por enquanto, os livros encontram a fantasia das crianças do projeto e do Centro Comunitário da Criança. Enfim, a Cultura pesa, mas temos ombros largos e uma força maior que músculos: a solidariedade e o amor pelas crianças. Este foi um sábado ainda mais feliz. Voltamos para casa com um sorriso estampado no rosto, ordendo as orelhas. Hatuna Matata!!!

4 comentários:

Terezinha Costa disse...

Olá Roedores (que nome criativo e divertido!!):
Acabo de descobrir por acaso o lindo projeto de vocês. Tenho algo parecido aqui no interior do Estado do Rio. É uma biblioteca infanto-juvenil instalada numa venda de beira de estrada, na área rural da pequena cidade de Santa Maria Madalena - RJ. A antiga venda veio de brinde quando meu marido e eu compramos o sítio em que viemos morar. Equipei o lugar, que antes servia para vender cachaça, com estantes, livros e filmes doados por amigos. Abrimos um domingo por mês, passamos dois filmes (um para as crianças, outro para os mais velhos). Faço bolo e pipoca e a molecada escolhe os livros que vai levar para casa, sem tempo determinado para devolver. Em pouco mais de um ano juntamos um acervo de quase 1 mil livros e 100 filmes. As crianças têm que caminhar alguns quilômetros em estrada de terra para chegar aqui. Quando chove é um lamaçal, sempre acho que ninguém vai aparecer. E aí meu coração pula de alegria: chega um, chega outro, mais outro...
Algumas mães vêm acompanhando os filhos menores. Elas não pegam livros, mas amam ver os filmes; e eu fico feliz, porque só admito passar filmes de boa qualidade, que elas dificilmente veriam na TV aberta.
Mas o que que mais me dá prazer é ver crianças de dois, três anos saírem carregando a sacolinha plástica cheia de livros. Tenho certeza de que se alfabetizarão muito mais facilmente quando chegar a hora e terão o hábito da leitura quando ficarem adultas.
Eu gostaria de promover muito mais coisas na biblioteca, como as oficinas que vocês fazem. Mas sozinha, e na área rural, é difícil. Talvez vocês possam me dar dicas de atividades que eu poderia promover sem precisar de muitos recursos e sem conhecimentos pedagógicos específicos.
Um grande abraço para vocês e votos de muito sucesso para os Roedores.
Terezinha Costa
Santa Maria Madalena - RJ

Lígia Pin disse...

Não é lindo o que duas novas prateleiras fazem a gente sentir? Que bom!!
Muack!

ARTEROSANE disse...

Muito legal o seu blog, adorei!!!!
Tornei-me sua fã!!!
Beijo

Fátima Campilho disse...

Pesou, mas valeu a pena. Ficou lindo!
Sensacional a doação da Mariana!
Abraços.