terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Tapetes contam mais histórias em Brasilia!!!

O Tino aprendeu a fazer chuva depois de assistir ao Cadu contar a história de Paulautte, o hipopótamo numa sessão do grupo Tapetes Contadores de Histórias em 2007. Eu aprendi mais técnicas para melhor contar histórias no curso que fiz com a Rosana Reátegui em 2006. Em 2008, mais uma vez em Brasília, reencontramos o grupo em mais uma temporada patrocinada pela Caixa Cultural.

Tudo o que a gente vê ou toca tem história pra contar é um conjunto de ações que englobam uma exposição interativa dos “tapetes”, onde as crianças podem tocar as histórias e personagens, sessões de contação de histórias e oficinas. Na exposição, pais sentam-se com seus filhos e, juntos, descobrem os enredos nos livros ao lado dos tapetes e aí, todos “tocam” as "palavras" dos autores. As histórias de Ruth Rocha, Ana Maria Machado, Ricardo Azevedo, Jutta Bauer, Sérgio Capparelli e tantos outros ganham cores, texturas, formas e ainda mais emoção.

De terça a sexta, o grupo conta histórias diversas. Em fevereiro, de terça a sexta, as sessões acontecem as 10h, 14h e 15h. Se não tiverem grupos agendados, você pode bater um papo com o grupo e escolher as histórias. Eles são de uma gentileza imensurável!!! Ainda às sextas, 19h, para adultos, tem o espetáculo Divinas y Humanas. Sábados e domingos, também as 19h, eles apresentam O Mundo de fora pertence ao mundo de dentro, também só para adultos (é espetacular e o Tino vai escrever um tópico sobre esta apresentação). Sábados e domingos, 16h, Bicho do Mato é uma coleção de histórias para crianças a partir dos 3 anos. O Rei que ficou cego, encenado num cenário gigante repleto de surpresas cênicas, acontece também aos sábados e domingos, 17h.

Andrea Pinheiro estende seu riso largo e acolhedor por todo o espaço; Helena Contente traz no olhar uma bomba explosiva plena em emoções; Rosana casa experiência, simplicidade e criatividade; Cadu (Carlos Eduardo Cinelli) tem uma voz mansa que chega aos nossos ouvidos sem pedir licença e toma conta da nossa atenção assim, quase sem querer; Warley Goulart traz uma delicadeza e uma força no olhar... compõe e canta como se fizesse algo trivial, mas pleno em talento. Não vimos ainda o Edison contando histórias, mas ele – assim como outros - carrega consigo, além do dom de contar histórias, o talento para criar seus próprios tapetes-cenários.

Muito se diz que contar histórias com outros recursos – além do livro – não serve como incentivo à leitura. Fica “apenas” no segmento da pura e simples diversão. Ao ver pais e filhos juntos lendo os livros e procurando viver as histórias também nos “tapetes”, fica claro que foi daquele universo de letras, frases, parágrafos, capítulos, enredos que brotaram as linhas que teceram tanta beleza. Imagino que o grupo carioca faz um trabalho que, despido da formalidade didática, deixa no visitante a sensação de que o livro também é uma delícia. Mas esta é uma longa discussão que não cabe na mala deste texto.

O que posso dizer é que se você, leitor, mora em Brasília, ou passará por aqui até 09 de março, tem a obrigação de conhecer as maravilhas construídas por mãos e vozes do grupo carioca Tapetes Contadores de Histórias. Essa mistura de letras, linhas e fantasia não saiu da prancheta de Niemeyer, mas há quatro anos, no coração da capital do país, de janeiro a março, se torna candanga de coração e passa a ser nosso patrimônio cultural. Eu e Tino estamos por lá quase que diariamente. Descobrindo, aprendendo, levando os filhos e amigos para desfazer o nó da imaginação. A gente se encontra por lá!!! Hatuna Matata!

P.S.1. Para visitar a exposição e assistir as histórias é necessário descalçar os sapatos. Portanto, meias confortáveis são recomendadas. Como o visitante deve ficar agachado e/ou sentado para vivenciar as histórias, em nome do conforto, calças e bermudas também são bem vindas.

P.S.2. Na segunda foto, da esquerda para a direita, Andrea, Helena, Rosana, Warley e Eu. Ao fundo, o incrível cenário da história O Rei que ficou cego. Na última foto, detalhe do livro de pano El Misterio de las islas de Pachacamac, feito por artesão peruanos. Este e outros títulos estão à venda no local.

Um comentário:

Cadu disse...

gente linda que rói com carinho! vocês são incfríveis...
que espaço bacana este aqui!
este espaço é mais do que recomendado, é necessário ser roído por todos. um abraço descalço, cadu