Enquanto estive viajando, meu filho pegou catapora... liguei para ele e falei do medo que eu tinha de pegar a doença por telefone. Ele riu um riso que revelou sua alma sadia. Lembrei de imediato de um livro de poemas que funciona como um remédio para os dias de cama. Fala de bronquite, caxumba, dor de garganta, frieira e outros males infantis. Provoca risos a cada estrofe. Deixei me contagiar pela doença do escritor e resolvi rimar na resenha.Ricardo Azevedo escreveu,
Parece que adoeceu,
Gripou de inspiração
Tosse, Asma, Comichão.
Transpirou poesias, rimas
Sarampo, galo, adivinhas
Também fala de alergia,
parece que contagia,
O texto é uma gostosura...
mas tem cada figura...
E pra tirar o nenê da cama,
mostre os desenhos da Mariana,
Não tem genérico que dê jeito.
Este livro é amigo do peito.
Não tem contra-indicação
Só faz bem pro coração
E pra encerrar a resenha
Antes que a doença venha
Reproduzo abaixo, agora
O poema Catapora:
Tem muito bicho pintadoQue dá gosto de se ver:
Tem a onça e a pantera
Tem a cobra e o lagarto.
Tem girafa, tem cachorro,
Tem porco, pato e besouro.
Tem galinha, joaninha,
Poço-espinho, passarinho.
Tem bicho que é uma beleza,
Pintado por natureza.
Mas eu, na frente do espelho,
Cheio de manchas, vermelho,
No mau pijama, sozinho,
Só pego e digo baixinho:
- Não amola, dá o fora!
Vai embora, catapora!
















Passado este momento, Jonas nos presenteou com uma história tibetana conquistando o silêncio de todos. No conto, a personagem materna perdia a visão pouco a pouco. Enquanto isso, era fácil perceber olhares envoltos na emoção da PALAVRA. Jonas Ribeiro era todo fábula. A história dançava na sua voz, nos seus gestos, por todo o auditório. Provocou suspiros. Arrancou aplausos ao fim de 15 minutos. O público estava no bolso. 













