segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Entrevista com André Neves
A jornalista Cristiane Rogério (Revista Crescer e blog Ler Para Crescer) segue fazendo o que mais gosta: mergulhar no universo da literatura infantil. Desta vez, entrevistando o autor e ilustrador André Neves, que fala do seu trabalho artístico (sua identidade visual e a vontade de dedicar mais tempo - no futuro - ao seu texto).
domingo, 2 de agosto de 2009
Cadê o Juízo do Menino?... ontem, tava no JB.

"Em versos rimados e bem humorados, Tino Freitas conta o dia em que um menino perdeu o parafuso que lhe dava o juízo. Junto ao texto, as ilustrações de Mariana Massarani completam, do começo ao fim, o ambiente lúdico das trapalhadas do menino que, com um parafuso a menos, sai dando gargalhadas, penteando o cabelo com a escova de dentes, assistindo às aulas de pijama e plantando bananeira".
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Gente inteliGente...

Tem gente que diz que não daria para o seu filho ler os livros infantis de Wander Piroli (foto acima). Mas o menino passa a manhã na frente da TV assistindo a socos, bombas e pontapés superpoderosos. E essa gente inteligente acha normal tudo aquilo. Afinal de contas, todo mundo vê.
Tem gente que não adotaria para a biblioteca escolar das crianças os livros infantis de Wander Piroli. Mas a turma de pequenos inocentes (eu juro que vi) faz aulas de educação física ao som de “tô ficando atoladinha”. E essa gente inteligente acha normal tudo aquilo. Afinal de contas, todo mundo ouve.
Tem gente que não leria de jeito nenhum os livros infantis de Wander Piroli para as crianças pois é preciso proteger suas mentes inocentes das agruras da vida. Mas em casa todo mundo diz palavrão, ou sabe dizer ou finge que não sabe. E essa gente inteligente acha normal tudo aquilo. Afinal de contas, todo mundo diz.

Anormal mesmo é o Wander Piroli – diz essa gente inteligente. Um gênio da literatura – eu digo. Mas acho legal quando mostro algum livro do autor mineiro e alguém diz: “Não gostei do que li!” É legítimo não gostar. E tem gente inteligente que não gosta dos textos infantis do Wander Piroli simplesmente por que não gostaram. Questão de gosto. Eu respeito.
Agora, euzinho sou fã. Acho o texto dele uma obra de arte. Meu filho leu O Matador e nem doeu assim, nele. Acho que doeu mais em mim. E por falar em “O Matador”, para mim, foi o melhor livro do ano passado – de tudo o que eu li, infantil ou não. Texto, ilustração, projeto gráfico… tudo lindo, feito para emocionar.

No 11º salão FNLIJ do livro para crianças e jovens tive o prazer de reencontrar o ilustrador Odilon Moraes (última foto, abaixo). Estávamos no mesmo hotel. Conversamos sobre muitas coisas mas foi a obra do Wander Piroli que tomou conta das horas. É que, além de fã recente – como eu -, Odilon acabara de ilustrar a nova edição de Os Dois Irmãos – mais um texto do polêmico autor (publicado originalmente em 1980 com ilustrações de Ângela Lago).

O livro ficou muito bonito. Mais uma vez, o texto encontrou um projeto gráfico à sua altura e Odilon deixou algumas surpresas para os olhares mais atentos. Mas não é preciso ser um expert para se emocionar com a história de dois frangos, irmãos “iguais em tudo. Dos pés à cabeça”. Sempre juntos, compartilhando a vidinha simples ali no meio da oficina mecânica. Vez em quando um passeio na rua. Vez em quando o quintal e o poleiro improvisado no pé de manga.

Porém Wander Piroli não poderia deixar a história assim tão açucarada. Apesar de escrever sobre dois frangos, a sua literatura não tem muito de fábula – fantasia cheia de moral e bichos. Nem de contos de fadas, repleto de finais felizes. Afinal, a vida real está repleta de histórias em que há felicidade. Mas, nem sempre eterna. Então, o inesperado acontece. Parece óbvio, mas o fato não aparece no texto. Parece óbvio, mas não está explícito na ilustração. E, ao final, o autor convida o leitor – criança, jovem ou adulto – para terminar a história ao seu modo.

Toda essa gente inteligente que vê, que ouve e que diz, pode também ler textos inteligentes. Os Dois Irmãos é boa literatura para todas as idades. Odilon Moraes ilustra com a mesma precisão literária de Wander Piroli. O leitor não termina sua leitura e fica indiferente. Incomoda. Por isso, não espere que este livro, ou O Matador, ou Nem Filho Educa Pai (que está a caminho) façam parte das listas de livros premiados que pululam por aí. Mas, assim como aconteceu comigo ao ler A Pequena Vendedora de Fósforos, de Andersen, é possível que uma criança tenha os livros de Wander Piroli como ítens preciosos da lista de bons livros da sua vida. Hatuna Matata.
P.S. Para os mais velhos, a Leitura também reeditou dois livros de Wander Piroli com contos adultos, reunidos numa só edição. VEJA AQUI.
P.S.2. Escrevi este texto inspirado no que Cristiane Rogério do Blog Ler para Crescer publicou ontem (29/07) – citando Ilan Brenman. Vale para todos os amantes dos seus filhos queridos e da boa literatura.
terça-feira, 28 de julho de 2009
A volta dos que não foram...




sábado, 25 de julho de 2009
O "Juízo" na FNAC

sexta-feira, 24 de julho de 2009
Roedores de Livros na FNAC

DA ESTANTE PRO AUTO-FALANTE ZÁS TRÁS NUM INSTANTE TEM GOSTO DE BOMBOM.
Música e Contação de Histórias com o grupo ROEDORES DE LIVROS.
JULIANA MARIA e TINO FREITAS, integrantes do projeto Roedores de Livros, desfilam seu mix de histórias, músicas e brinquedos cantados para crianças de todas as idades num show repleto de interatividade, recheado de brincadeiras, resgatando o melhor que a cultura popular pode nos oferecer: um mergulho na fantasia do mundo.
Sábado, 25 de julho, 17h.
Livre para todas as idades.
Entrada Franca.
P.S. Após o show, Tino Freitas vai autografar seu primeiro livro, CADÊ O JUÍZO DO MENINO? (iustrações de Mariana Massarani, Manati).
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Tchau Chupeta

Comprei o disco dia desses e aí, ele tomou conta do meu som.
Começa com a faixa homônima, uma sacada genial do Arnaldo em que "É sinal de educação /
Fazer sua obrigação / Para ter o seu direito de pequeno cidadão". Na música, pode tudo: fazer a tarefa, jogar videogame, arumar o quarto, para depois bagunçá-lo.
Depois, vem O SOL E A LUA, tema do amor impossível, que começa assim, devagarzinho e vai crescendo, crescendo, crescendo.. aí a gente já está balançando o pé e cantando o refrão junto, até o sol congelar seu (o dele) coração.
Caramba, o disco é muito bom. Poderia falar de todas as canções, mas você pode pescar no MYSPACE DO PEQUENO CIDADÃO e tirar suas opiniões. Lá você vai encontrar muitos vídeos bacanas e pode deixar seu recado para a turma. Mas, vai por mim. invista aí uns reais e leve o disco para casa.
Impossível resistir ao charme de O X. Veja o making of da gravação desta música no vídeo abaixo.
Uma coisa bem bacana é que tem uns rocks bem legais. SAPO-BOI é rockabilly para ouvir nas alturas. Letra engraçada, vocais, riffs e solo de guitarra para deixar o Chuck Berry feliz da vida. O punk também aparece nos dois minutos de LARGA A LAGARTIXA. Um travalíngua super!!!
Mas o nosso xodó (meu e da Ana Paula) é TCHAU CHUPETA. Nós, que só largamos as danadas bem depois dos 48 minutos do segundo tempo... pra falar a verdade, bem depois da prorrogação... Acho que se Os Mutantes fossem gravar algo do gênero, seria essa música. Os vocais da segunda parte, a voz da Taciana e a letra irresistível (Já pensou uma mãe chupando chupeta / Já pensou um pai chupando chupeta / e uma avó de bobs chupando chupeta).
Vou resumir tudo plagiando uma frase do Renato Russo: OUÇA NO VOLUME MÁXIMO!!!
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Lançamento do CADÊ O JUÍZO DO MENINO no Salão FNLIJ.


(uma criança) - O menino vai ficar cansado de ficar de cabeça para baixo!
(Tino) - Quando ele cansar a gente vira a capa e deixa ele de cabeça pra cima!
(outra criança) - Mas aí as letras ficam de cabeça para baixo!
(Tino) - Aí, a gente deita o livro, para o menino e as letras da capa descansarem, e entramos na história!!!

Por falar em perder o juízo, no meio do papo com as crianças eu perguntei:
(Tino) - Quem aí já perdeu o juízo?
(quase todo mundo levantou a mão!!!)
(uma criança gritou) - Eu sempre deixo o meu quarto desarrumado!



P.S. Dia 23 de agosto, lançaremos o livro em Brasília, na LIVRARIA CULTURA (Casapark). Abusaremos das surpresas neste encontro. Em breve darei mais notícias sobre o evento.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Com as barbas de molho...





terça-feira, 14 de julho de 2009
Bons e velhos amigos...

Passou o tempo.
De repente, no meio dos coredores do 11º Salão FNLIJ encontro a moleca saindo do lançamento do seu primeiro livro. Na verdade, ela me encontrou: - TINO? É VOCÊ? Êita mundinho pequeno esse. Não é que Janaína resolveu escrever para crianças e jovens? Bem, trouxe seu livro para casa e só aqui, depois que a tempestade repousou, deitei os olhos sobre a história e gostei muito do que li.


- De hortelã.
Foi tudo o que elas disseram. Sentadas lado a lado, passaram a tarde olhando a rua. Nenhuma palavra. Só o barulho dos papéis das balas de hortelã. Às vezes Nana olhava para ela. Às vezes ela olhava para Nana. Nana achou o olhar da menina igual à água cintilante da piscina quando estava coberta de sol. De vez em quando, a menina dava um sorriso para Nana.
Na mesma hora em que a tarde foi embora, o saco de balas acabou. As meninas se olharam e concordaram que tinham de ir”.

Não lembro se naquela longínqua tarde quente em Brasília, Janaína e eu dividimos balas de hortelã. Mas depois daquele encontro, certamente posso usar das palavras da personagem Ana Paula para dizer a minha amiga de longa data:
“- Desce daí, vem brincar”.
Convido a todos para brincar com as palavras de Janaína. Hatuna Matata.