quinta-feira, 10 de maio de 2007

O Melhor para a Criança 2006 - Prêmio da FNLIJ

Há cerca de um mês, um amigo nos pediu uma lista dos 10 melhores livros de 2006. Naquela lista, elegemos o FELPO FILVA (Eva Furnari, Editora Moderna) como o melhor do ano, disparado. Na lista, O MENINO E O CACHORRO (Simone Bibian, com Ilustrações de Mariana Massarani, Editora Manati) tinha um lugar especial. Ontem, fomos gratamente surpreendidos com a escolha destes dois livros como OS MELHORES PARA CRIANÇA EM 2006 pela FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil).
Iuhúúúúúúúúú!!! Torcemos muito por estes e por outros títulos, mas, como não temos acesso a tantos livros quanto a equipe da FNLIJ (principalmente os livros da SM que têm uma distribuição tímida aqui em Brasília), alguns premiados (são várias categorias) não são conhecidos dos Roedores de Livros. Então aproveitamos para dar os parabéns aos vencedores, principalmente a Eva Furnari, Simone Bibian e Mariana Massarani.
FELPO FILVA é um coelho-poeta neurótico com uma orelha menor que a outra e problemas... muitos problemas existenciais... (veja a ilustração acima) Parece sério? Pois prepare-se para ótimas risadas. Eva tem o dom de tirar da cachola - ou melhor, do seu chapéu de bruxa - sacadas típicas de uma criança peralta (ah, e ela é uma daquelas bruxas boas das boas histórias que passeiam em nossas estantes, em nossa memória e por aí, na sua casa). Ano passado, falamos do Felpo e de outros livros da Eva. Quer rever? É só clicar AQUI!!!

O MENINO E O CACHORRO (ilustração acima) foi alvo de uma busca frenética minha e do Tino pelas livrarias de Brasília (vale lembrar que tanto ele quanto o Felpo não se acha facilmente por aqui). Veja nosso papo com a Mariana Massarani clicando AQUI. Depois de encontrarmos na distribuidora, postamos uma crítica no Blog e você pode rever clicando AQUI!!!

Pois é... se você quiser conhecer os outros premiados pela FNLIJ é só clicar no LINK e descobrir um mundo de ótimos livros para dividir com as crianças. Boa leitura a todos!!! That's all, Folks!!!

P.S. Ah, e a nossa lista dos 10 mais? Aguardem... a gente publica em breve!!!

Paulo, o cara do suco, do riso, da foto, e, é claro, da Hilariana!!!

A gente nunca fala dele, mas hoje, vamos soltar o verbo sobre o Paulo (na foto, o primeiro, ajudando na cozinha dos Roedores de Livros - com a Edna e o Célio conferindo o padrão de qualidade) !!! Grande no tamanho mas um meninão de tudo. Sempre com um sorriso estampado e disposto a ajudar. A simpatia fez casa e mora lá. Ah, meu amigo, os Roedores só podem agradecer por sua dedicação. E desejamos que, acima de tudo, sua alma de Peter Pan permaneça peralta. Adoramos você também a super super querida Hilariana, sua cara-metade. Que a vida lhes dê em dobro toda a felicidade que dedicam ao mundo. Beijos dos Roedores de Livros.

Caretas, Galinhas e Pequenos Leitores...

Gente, a foto acima retoma as caretas... e revela a turma que nos visitou sábado passado (05/05). Arregimentados pela Hilariana e pelo Paulo, as crianças deram um show de interesse e participação.
Juliana saiu contando o Pandolfo Bereba (da Eva Furnari, Ed. Moderna) e ganhou a atenção da garotada que, espalhados no aconchego das almofadas da nossa Sala de Leitura, deram boas risadas.
Depois de pouco tempo, a turma se soltou e algumas crianças pediram para contar histórias - Juliana adorou o presente. Foi uma surpresa agradável e ficamos felizes ao notar a desenvoltura no ler o texto e no mostrar as ilustrações do livro para os espectadores... show de bola!!!
Na oficina, que contou com a ajuda imprescindível da Luciana e da Ana Cecília, os meninos visitantes fizeram a galinha. Nosso brinquedo sonoro formado com copos de água mineral, bolas de isopor, barbante e adereços foi mais um motivo de festa e logo logo era só "có có ri cóóóóó"!!!
Para finaliar este post, separei esta foto. Por que? Ah... ela simboliza o que tanto buscamos nos Roedores de Livros: - Despertar o gosto pela leitura. Uma sala aconchegante, uma estante com livros cada vez mais fabulosos e uma criança curiosa... o que pode acontecer? É isso aí: - pequenos leitores. Futuros cidadãos, se Deus quiser, com melhores condições de tocar a vida!!! Hatuna Matata!!!

terça-feira, 8 de maio de 2007

O Mar de Histórias

"Era uma vez, no país de Alefbey, uma triste cidade, a mais triste das cidades, uma cidade tão arrasadoramente triste que tinha esquecido até o seu próprio nome. Ficava à margem de um mar sombrio, cheio de peixosos - peixes queixosos e pesarosos, tão horríveis de se comer que faziam as pessoas arrotarem de pura melancolia, mesmo quando o céu estava azul."

Assim começa o fantástico livro "Haroun e o Mar de Histórias", de Salman Rushdie (Cia das Letras) que me encantou nestes últimos dias. Gostaria de indicá-lo a todos. Pais e filhos. São 260 páginas de muita fantasia. Repleto de grandes sacadas, o autor (e aqui vale ressaltar o cuidado da tradutora Isa Mara Lando) conta a história de Rashid - o maior contador de histórias do seu tempo, conhecido como o Xá do Blablablá, o Mar de Idéias - que perde o dom da palavra e a grande aventura de seu filho Haroun em busca da cura de seu pai.
Dizem que o autor escreveu este livro como forma de explicar a seu filho porquê seu pai havia perdido o direito à livre expressão - Hushdie passou anos protegido pelo Governo Britânico após ter sido condenado à morte pelo Ayatollah Khomeini... mas isso já é outra história, nada infantil.
O livro é repleto de personagens fantásticos (o Gênio da Água, o Gavião-Avião...) e um enredo que facilmente apaixona qualquer um onde evidencia a importância da liberdade de se contar histórias e do prazer de ouví-las. Obrigatório para qualquer um que aprecie o universo dos contadores de histórias. Uma verdadeira homenagem à cultura oriental, fonte de muitas histórias deste imenso Mar. Fico por aqui. Khattam-Shud.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Outros Roedores visitam nosso Projeto

Sábado passado, 28/04, o projeto recebeu a visita dos Ratos de Biblioteca Racumin e Racutia (Célia e Raquel) que com talento e sensibilidade encantaram as crianças com a história do rato que aprendeu a ler e, assim, mudou o cotidiano da família. Na foto acima, Tino, Racumin, Eu, Racutia, Célio e Vilma. Faltou a Edna na foto, mas ela certamente estava trabalhando com as crianças.
Muitas risadas, assunto sério e Racumin e Racutia quase não saíram da Pró Gente tanto foi a troca de carinhos entre as meninas e as crianças. Aproveitamos para agradecer a visita e reforçar a disposição dos Roedores de Livros para quando precisarem. Beijos meninas e muitos abraços de letrinhas.
Ainda neste sábado, dividimos o grupo fixo em duas turmas e eles escolheram os nomes: Menino Maluquinho e Emília foram os escolhidos. Na oficina, a partir de uma ilustração retirada de um livro a criança deveria completar a cena com a sua imaginação e lápis de cor.
A garotada se divertiu bastante. Quanto a nós, ufa, mais um dia de muito trabalho e aquela velha certeza de que estamos no caminho certo. Investir nosso tempo em levar um universo especial a estes meninos e meninas vale a pana. Vocês precisam provar do riso solto e do desenrolar do afeto que esta convivência nos oferece. Apesar das dificuldades - continuamos sem apoio para o lanche, por exemplo - seguimos em busca de um final feliz!!!

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Dois contos de Rudyard Kipling por Tatiana Belinky

Não precisamos aqui falar mais sobre o talento da Tatiana Belinky. Ela é uma senhora com alma infantil repleta de molecagens e espertezas, além de um talento e cuidado especial na hora de traduzir um texto para "crianças" - cuidado nem sempre presente em muitas obras infantis que encontramos por aí.
Há duas semanas descobri estes livrinhos que a Editora 34 lançou recentemente. São dois contos do genial Rudyard Kipling - traduzidos pela Tatiana - que se apresentam de forma impecável com o carinho que a editora dispensou à obra. As duas histórias estão originalmente no LIVRO DA SELVA, onde o Mogli aparece pela primeira vez - sim, aquele personagem do desenho animado saiu da criação de Kipling. O autor dá vida e voz aos animais como poucos. É impossível não mergulhar fundo em suas aventuras. A seguir, falo destes dois livros que me encantaram nos últimos dias. Recomendadíssimos.

RIKKI TIKKI TAVI (com ilustrações de Andréa Corbani) conta a luta de um mangusto contra duas cobras. É, simples assim... mas não consegui largar o livro. Li em cerca de 40, 50 minutos e se você tiver este tempo disponível, conte para seu filho. Divida com ele as emoções deste embate.

A FOCA BRANCA (com ilustrações de Andréa Corbani) fala da busca da jovem foca branca Kotick por um lugar seguro para sua espécie, fora do alcance dos homens caçadores de focas. A história, repleta de conflitos e descobertas, nos leva a refletir sobre nossa ação na natureza e a perseverança com que devemos perseguir nossos ideais. Falando assim, parece livro de auto-ajuda, não é? NÃO É!!! É literatura de primeira. Para pais e filhos.

Ah, e o melhor: o preço é acessível: R$ 20,00!!!

sexta-feira, 27 de abril de 2007

A fada pediu: Doe um livro infantil!!!

Ainda naquele sábado, 21 de abril - desta vez, à tarde - os Roedores de Livros fomos à Fnac Brasília (Parkshopping) lançar a campanha A FADA PEDIU: DOE UM LIVRO INFANTIL que, em parceria com a Fnac, convida a comunidade de Brasília a doar livros infantis e infanto-juvenis para o acervo da Biblioteca Comunitária da OnG Pró Gente, onde o nosso projeto acontece nas manhãs de sábado. A quem interessar, a caixa da foto acima estará em frente à Fnac. Você pode tanto levar um livro de casa como adquirir um novinho em folha na Fnac e doá-lo para a campanha. Aguardamos sua colaboração.
Bem, não sei dizer se são os três porquinhos, os três carneirinhos ou os três patetas, mas que o mix de contação de histórias, música ao vivo e brinquedos cantados que o Tino, a Juliana e a Adriana apresentaram conquistou adultos e crianças naquela tarde.
... e mexe com o pé! Pé pé ré pé pé...
... Enquanto isso... Entrevistas para a TV Record (acima com a repórter Mariana Nigro), TV Nacional e para os estudantes de jornalismo da UnB e do UniCEUB... Ufa!!!
Pra completar, haja barangandão para tanta festa!!! Diversão pura!!! Estaremos de volta no encerramento da campanha, 19 de maio. Apareçam e deixem um livro por lá!!! Thats all, Folks!!!

A turma da Néia nos Roedores de Livros

No último sábado, 21 de abril, recebemos as crianças da Néia para uma manhã no mundo dos Roedores de Livros. Acima, Juliana contando Matinta Pereira (do livro Histórias que eu ouvi e gosto de contar, de Daniel Munduruku com ilustrações de Rosinha Campos, editora Callis) na nossa Sala da Fantasia, que a cada semana fica mais bonita. Todo mundo bem confortável e de olho na história.
Na oficina de artes, as crianças fizeram galinhas com copos plásticos, bolas de isopor, barbante e muito pael colorido e EVA. O mais bacana é o som que elas fazem, có có có...
O melhor de tudo... compartilhar destes sorrisos...
O Tino não pôde ir e a Adriana Frony assumiu a música e colocou todo mundo em atividade com seus Brinquedos Cantados. Passeamos de trem e fizemos muitas outras estripulias sonoras.
Não podíamos deixar em branco a presença do aniversariante do dia: Cauã!!! Nosso mascote caçula da Pró Gente deu o ar de sua graça e simpatia. Parabéns, querido. Que a vida reserve ótimas histórias para você. Um beijo carinhoso e os parabéns de todos os Roedores de Livros.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Reportagem no AQUI DF em 21 de Abril

Queridos amigos, o jornal AQUI DF publicou uma reportagem da repórter Michela Lucas sobre o lançamento da campanha de doação de livros para a Biblioteca da Pró Gente. Uma ação dos Roedores de Livros em parceria com a Fnac Brasília (Parkshopping).
O texto da reportagem segue abaixo e nós esperamos que você apareça na Fnac para deixar sua doação. Aguardem as fotos do evento na Fnac. That's all, Folks!

"ARTE SOLIDÁRIA

LAPIDANDO O LEITOR DO FUTURO

Projeto Roedores de Livros, que trabalha a literatura e outras manifestações artísticas entre as crianças, lança hoje campanha para recolher livros para instituição deCeilândia

Michela Lucas
Do Aqui DF

Um. dois. três, 100, 1 mil. Não importa quantos sejam. Quanto mais, melhor. O que desejam os criadores do projeto Roedores de Livros, que, em parceria com a loja Fnac (Parkshopping), lançam hoje a campanha A Fada pediu, doe um livro infantil, é arrecadar muitos livros infantis e infanto-­juvenis. As doações começam a partir das 14h, com direito a festa, apresentação de mix cultural, "contação" de histó­rias, oficina de barangandão (brinquedo popular feito com jornal, papel crepom, barbante e fita crepe) e música ao vivo. Tudo no fórum de eventos da Fnac.

Os livros podem ser entregues na entrada da loja, que também oferece descontos para quem fizer doação. Os exemplares reunidos serão doados à biblioteca comunitária da Organização Não-Governamental (ONG) Pró-Gerite, de Ceilândia, que atende crianças carentes.

A aliança entre a ONG e os Roedores tem como objetivo principal despertar o gosto pe­la leitura no público infantil, so­bretudo nos pequenos de bai­xa renda. O método utilizado para nobre tarefa é a "conta­ção de histórias'; na qual as crianças participam do "conto contado" por meio de conta­tos físico, visual e tátil. A inicia­tiva de trabalhar literatura e in­fância já é antiga. desde que os Roedores começaram a reunir os pequenos leitores em espa­ços especiais como o Açou­gue Cultural T-Bone, a Fnac e, agora, na sede do Pró-Gente.

Tanta interatividade incenti­va a participação criativa, com o uso da imaginação e da vivência entre as crianças. “Elas são instigadas a dar opinião sobre o tema, ler ou contar alguma história para as outras”, aponta Ana Paula Bernardes, uma das integrantes dos Roedores de Livros. Além da literatura, as crianças e os adolescentes tabém têm oficinas de pintura, montagem de brinquedos populares e música.

De acordo com Ana Paula, o projeto, direcionado para pessoas de baixa renda, já atendeu a mais de 900 crianças. No Pró Gente, são duas programações: quinzenalmente, aos sábados, das 9h ao meio dia, quando uma turma fixa de 40 pequenos se reúne; e outras 15 turmas com outras 40 crianças diferentes, também de 15 em 15 dias. A meta é levar o mundo mágico das histórias para cerca de 640 crianças de creches e escolas no período de 30 semanas.

DIFICULDADES
Atualmente, a principal difi­culdade do projeto é o lanche servido nos encontros. "Se al­gum empresário pudesse bancar esse lanche, já nos aju­daria com as despesas, que não são poucas", sugere Ana. "Também seria importante se conseguíssemos patrocínio para o transporte das crianças de outras cidades."
Para a presidente da ONG, Terezinha Camargo. carinhosamente chamada de Tita, uma biblioteca comunitária com uma sala de leitura confortável e acesso gratuito aos livros incentiva o gosto pela leitura. E, aliada ao projeto dos Roedores de Livros, a ONG pode oferecer às crianças uma atividade educativa, em horário não suprido pelas escolas. "A Pró Gente é uma instituição de apoio à comunidade, que trabalha para fortalecer a cultura e a educação das pessoas. Nós atendemos de crianças a partir de 7 anos até idosos. Aqui, as pessoas ganham força e vonta­de de viver", garante."

terça-feira, 24 de abril de 2007

Surpresas e maravilhas

Desde que os Roedores retomaram as atividades "oficiais" com as crianças na Ceilândia não tive tempo de postar nenhuma dica de livro, apesar de estar imersa neste universo todos os dias. Mas as coisas andam a todo vapor por aqui. Os Roedores estão a mil com viagens, apresentações e oficinas. Isso é bom, mas me preocupa a falta de tempo para outras coisas.
No meio desta confusão positiva, parei para uma leitura singular: o livro HISTÓRIAS DE SABEDORIA & ENCANTAMENTO (Hugh Lupton, com ilustrações de Niam Sharkey, publicado pela Nova Fronteira). São sete histórias de diversas partes do mundo (França, Haiti, Rússia, Irlanda, ...) recontadas com talento, trazendo a todos, adultos e crianças, um universo delicado repleto de ilustrações magníficas e personagens maravilhosos como um macaquinho atrapalhado, uma curandeira de nome estranho e um sábio cego. O texto ensina valores de forma sutil.
Para mim, uma surpresa: a história francesa "A Ratinha Branca" remete a canção RATO (de Paulo Tatit e Edith Derdyk), que o Tino ADORA, e que eu e Vilma encenamos com fantoches há vários anos. Foi uma delícia conhecer a história que, certamente, deu origem a canção.
O livro tornou nossa noite mais leve e certamente - assim como na história do pastor irlandês - esta noite, libertarei minha borboleta para que siga em busca de novos mares, ilhas e castelos. A única coisa chata do livro: - o preço!!! Mas, quem sabe, podemos sonhar com um pote de ouro no quintal de casa (talvez o Paulo Coelho tenha se inspirado na história do mascate inglês para escrever seu "Alquimista"). Enfim... Hatuna Matata!!!

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Livros Livres no Distrito Federal

Nesta terça, 23 de abril, Dia Mundia do Livro, a Câmara do Livro do Distrito Federal aderiu ao movimento LIVRO LIVRE e nós libertamos A ILHA DO TESOURO (livro acima) daqui de casa. A iniciativa é ótima! Participe você também.

Caso você se sinta impelido a libertar algum exemplar da sua coleção, ou deseja saber mais sobre o LIVRO LIVRE, leia a matéria abaixo publicada no site da Câmara Brasileira do Livro.

"Você já ouviu falar em Livro Livre? Não? Pois você está perdendo uma boa oportunidade de participar de um grupo de pessoas privilegiadas que, em qualquer dia, hora ou lugar, podem ter acesso aos mais variados títulos literários. Este é o Livro Livre, uma brincadeira interessante que começou nos Estados Unidos e já está tomando conta da América Latina.
O Cruzamento de Livros, ou Bookcrossing como é mais conhecido, nasceu em 2001 a partir de um banco de dados armazenado no site norte-americano http://www.bookcrossing.com/. A idéia inicial é bem simples. Na brincadeira, leitores de diferentes localidades libertam seus livros em qualquer lugar para que outros leitores, cadastrados no Bookcrossing, possam achar estes exemplares, ler e, em seguida, libertá-los em outro local para que outro “leitor o encontre”.
Para não perder a obra de vista, o bookcrossing.com usa uma ferramenta de rastreamento que pode localizar o livro em qualquer parte do mundo. Assim, o proprietário pode acompanhar seu livro até que ele volte à suas mãos novamente. A brincadeira vai além, com o Bookcrossing, as pessoas que lêem o seu livro podem postar comentários no site.
Este mês, dia 23/4, Dia Internacional do Livro, a Câmara do Livro do Distrito Federal (CLDF) com patrocínio do Pátio Brasil Shopping o “Shopping da Cultura” pretende lançar o Livro Livre em Brasília. A entidade espera a participação de instituições públicas e privadas no sentido de incentivar seus funcionários a participar do projeto.
Buscando despertar o interesse do leitor brasiliense pelo Livro Livre, a Câmara do Livro do Distrito Federal, lançará uma forte campanha que envolverá, entre outras iniciativas, a entrega de panfletos e cartazes em pontos estratégicos da cidade, confecção de camisetas, marcadores de livros etc...
O controle e rastreamento destes livros em Brasília serão realizados pela própria Câmara do Livro do DF, que fará o registro no site da entidade http://www.camaradolivrodf.org.br/. Desta forma, nossos leitores poderão acompanhar seus livros e os comentários das centenas de pessoas que acharam e leram seus exemplares.
Até o último dia 14, cerca de 539 mil obras estavam registrados no bookcrossing.com, disponíveis para os mais de 157 mil participantes do Livro Livre. Até o momento, somente 214 leitores brasileiros espalhados pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Amazonas e Rio Grande do Sul estão cadastrados.
A síntese do Livro Livre:
1- Você lê um livro e gosta muito, pois proporcionou-lhe uma experiência agradável, educativa e deliciosa.
2 - Você acha importante que outras pessoas tenham a oportunidade factual, real, prática, efetiva, de desfrutar dessa mesma experiência.
3 - Você pega aquele livro que você já leu, ou compra outro exemplar, e na primeira folha cole a etiqueta com o número de registro que você efetuou pela Internet.
4 - Você imprime, recorta no tamanho e cola no livro, na primeira página.
5– Você liberta este livro em um lugar público, num café, numa biblioteca, num shopping, no metrô , na rodoviária num banco da praça, com todo o cuidado para não pegar chuva ou sol. 6 – A pessoa que achou deve ler no máximo em uma semana, entrar no site e fazer um comentário, e libertá-lo nomavamente.
Então é isso. A semente do saber e da cultura literária está plantada. Sendo assim, podemos afirmar que os leitores de Brasília já fazem parte do Livro Livre. Saia de casa agora! Pode ser que seu livro predileto esteja bem ali, no banco da praça.
"

sexta-feira, 20 de abril de 2007

A fada pediu: - Doe um livro infantil

FNAC E ROEDORES DE LIVROS LANÇAM CAMPANHA DE DOAÇÃO DE LIVROS INFANTIS E INFANTO-JUVENIS

Sábado, 21 de Abril, a partir das 14h00, na Fnac.


Em abril a FNAC promove a campanha A FADA PEDIU: - DOE UM LIVRO INFANTIL arrecadando livros infantis e/ou infanto-juvenis para a formação de uma biblioteca comunitária na sede da ONG PRÓ-GENTE, na Ceilândia, onde acontece o projeto ROEDORES DE LIVROS, voltado para o incentivo à leitura junto a crianças carentes. Quem se interessar em ajudar pode trazer seu livro de casa ou adquirir exemplares na própria loja. A doação será feita na entrada da Fnac. O lançamento da campanha acontecerá no sábado, 21 de abril, entre 14h00 e 16h00 no Fórum de Eventos (ao lado do Café), com a apresentação do mix cultural dos Roedores de Livros integrando contação de histórias, música ao vivo e oficina de barangandão (brinquedo popular feito com jornal, papel crepom, barbante e fita crepe).

ROEDORES DE LIVROS
O projeto ROEDORES DE LIVROS visa despertar o gosto pela leitura junto ao público infantil – principalmente entre crianças de baixa renda, que não tem tando acesso a bens culturais. Em 2006 atendemos a mais de 900 crianças. Em 2007 o projeto acontece nas manhãs de sábado, na sede da OnG Ação Cristã Pró-Gente, na cidade de Ceilândia-DF, atendendo semanalmente a um grupo de 40 crianças. Os Roedores de Livros trabalham com a interdisciplinaridade, integrando atividades como contação de histórias, artes plásticas e música ao vivo com o objetivo final de despertar o gosto pela leitura. A campanha que ora acontece na Fnac visa criar um acervo de livros infantis e infanto-juvenis na sede da OnG, oferecendo às crianças daquela comunidade o acesso gratuito ao livro, à fantasia. Requisitos fundamentais para uma infância rica. Para formar um cidadão melhor.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

O caminho: - Dar o exemplo e dar acesso!!!

Em 18 de abril de 1882 nascia José Bento Monteiro Lobato ou simplesmente Monteiro Lobato, em Taubaté (SP) , no Vale do Paraíba. Grande escritor da nossa literatura, criou os personagens e as histórias do Sítio do Pica Pau Amarelo além de traduzir diversos estrangeiros para o português. Desde 2002 o Brasil comemora nesta data (18 de Abril) o Dia Nacional do Livro Infantil. Para lembrar desta data, republicamos acima a olustração do livro amoroso que recebemos do Hemetério e reproduzo abaixo artigo de Eliane Lobato intitulado LIVROS SÓ MUDAM PESSOAS publicada na revista ISTO É edição de 11 de abril último. Eliane é Chefe da sucursal da revista Isto É no Rio de Janeiro. Boa leitura a todos!!!

Sinceramente, existem poucas coisas mais simples do que essa frase do poeta Mário Quintana: “Os livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas.” Nas páginas de um livro estão todos os caminhos, argumentos e chaves para abrir o pensamento. Então, por que se lê tão pouco no Brasil?
Tirando o analfabetismo, as razões esbarram em questões culturais. Entrevistei, certa vez, a escritora Ana Maria Machado, premiada na área infanto-juvenil, e perguntei como se consegue fazer uma criança gostar de ler. Ela respondeu: “Dando o exemplo.” Os pais levam os filhos ao parque e ao cinema. Levam à livraria? Na maioria das vezes, não. Logo que a saga de Harry Potter, de J. K. Rowling, começou a virar fenômeno mundial, muito se debateu sobre a qualidade do best-seller baseado no bruxinho órfão. O crítico literário e escritor inglês Harold Bloom, por exemplo, disse que não adiantava ficar assanhado com o sucesso de Harry Potter porque esses adolescentes se tornariam, no futuro, no máximo, leitores de Stephen King. Mas como bem lembrou Ana Maria Machado, a amizade com os livros se faz de várias maneiras. Potter poderia levar a Marcel Proust? Sim, se o primeiro proporcionar o prazer da leitura.
Já dizia o poeta Oswald de Andrade: “A massa ainda comerá o biscoito fino que eu fabrico.” Muito timidamente, isso acontece. Ver Espumas flutuantes, de Castro Alves, ser vendido a dois reais – numa dessas máquinas em que se inserem as moedas e o produto é liberado – em uma estação de metrô parece devaneio. Mas acontece: eu vi! Vai demorar muito para chegarmos às tiragens iniciais de um John Grisham, por exemplo, de quase um milhão de exemplares só nos Estados Unidos. Mas o caminho é esse: dar o exemplo e dar acesso.

terça-feira, 17 de abril de 2007

Roedores em ação - 14 de abril - parte I

Gente, não sai da minha cabeça a florada da barriguda aí de cima. Ela estava assim, linda, na manhã do sábado 14 de abril na sede da Pró Gente, na Ceilândia. Todos recebemos este sinal como as boas vindas para nosso projeto que efetivamente começou naquela manhã.
Nossa Sala da Fantasia está linda, aconchegante e com a Juliana à frente das histórias, parece que as crianças ficam imersas noutro mundo... na foto acima, pés descalços, bocas abertas e olhos arregalados...
Os CDs acima só produzem o som de risos... a garotada se lambuzou com as cores e fez destes piões a alegria do sábado...
Nossa queria Luciana - roedora novinha em folha - ensinou a turma como transformar papel em borboleta...
... e deu asas a imaginação da nossa turma.

Roedores em ação - 14 de abril - parte II

Bem, como vocês podem notar, nossa estante já tem alguns livros, mas continuamos esperando a sua doação. No próximo sábado lançaremos nova campanha da Fnac... mas isso é assunto para outra postagem.
Juliana continua encantando com seu dom de encantar contando...
... a alegria dominou a oficina de artes...
... e continuou com a música ao vivo... Uma delícia de sábado. Bom de roer... isso é apenas o começo!!!

terça-feira, 10 de abril de 2007

A vida deveria ser DOCE como um poema de CORA CORALINA

Há exatos 22 anos, a poetiza goiana Cora Coralina foi conhecer as estrelas. Certamente, levou aos habitantes do éter, seus doces e sua poesia tão intensa de sentimentos. Há exatos três dias estive na cidade de Goiás Velho, na Casa de Cora Coralina, às margens do Rio Vermelho.
Lá, respirei os ares da sua poesia, passeei por salas e corredores que ouviram aqueles passos calmos, repletos de sabedoria.
É indescritível a sensação. Fica guardada aqui no meu coração. Registrada apenas na foto acima. Melhor homenagem para lembrar esta data é ler um poema da Cora. Hoje, deixo aqui o "Todas as vidas". Não tem o estigma do infantil, tão presente neste blog. Mas tem o carinho de uma "neta" das palavras dela. Sinto-me assim. Ah, meu Goiás, tão quente nestes dias, tão delicioso em seus sotaques e manias... sua filha retorna ainda mais saudosa destas raízes... raízes que Cora Coralina descreveu tão bem em sua tardia obra.

"Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé do borralho,
olhando pra o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço...
Ogum. Orixá.
Macumba, terreiro.
Ogã, pai-de-santo...

Vive dentro de mim
a lavadeira do Rio Vermelho.
Seu cheiro gostoso d’água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
Pedra de anil sua coroa verde de são-caetano.

Vive dentro de mim
a mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.

Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
Toda pretinha.
Bem cacheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.

Vive dentro de mim a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada, sem preconceito,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.

Vive dentro de mim
A mulher roceira.
– Enxerto da terra,
meio casmurra.
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos,
Seus vinte netos.

Vive dentro de mim
a mulher da vida
Minha irmãzinha...
Tão desprezada,
Tão murmurada...
Fingindo alegre seu triste fado.

Todas as vidas dentro de mim:
Na minha vida
– a vida mera das obscuras."

Cora Coralina vive dentro de mim... nestes dias, cada vez mais viva!!!
Obrigada, Cora por me receber tão bem em sua "casa".

Apertando foles ou abrindo janelas?

Nesta PÁSCOA, compramos a edição de Abril da revista VIDA SIMPLES que apresenta em sua capa a sugestiva e ótima reportagem ERA UMA VEZ (que a Edna havia nos mandado por email) que fala sobre a importância da ficção na nossa vida. Além da reportagem, a revista apresenta outros assuntos muito interessantes e um particularmente me tocou: o artigo ESPETACULAR do educador EUGENIO MUSSAK na coluna PENSANDO BEM.

A seguir, reproduzo - com a autorização da revista - trecho do artigo e indico logo após o link para quem desejar ler o texto na íntegra. Quero acreditar que os Roedores de Livros tentam - em quase um ano de atividades - abrir janelas. Boa leitura:

"Imagine a seguinte cena, como se fosse um filme que você está assistindo: “Há uma sala fechada, quase totalmente escura, na qual não se podem identificar com clareza os móveis, objetos e pessoas. Quem tenta caminhar bate nas coisas e perde o equilíbrio. E o pior é que o ar é rarefeito, difícil de respirar, e há um cheiro de mofo irritando as narinas. Existe apenas uma janela alta, mas está quase totalmente fechada, deixando aparecer só uma estreita fresta embaixo da cortina. Paira, na sala, intenso desejo de respirar com intensidade e enxergar com clareza. Mas, como?
Do lado de fora, uma pessoa resolve ajudar os que estão na sala. Procura um fole, dotado de uma mangueira fina o suficiente para passar pela fresta da janela. Com esforço, introduz a mangueira e começa a fazer um cansativo movimento de vaivém, na tentativa de arejar o recinto. Pelo esforço, apesar da boa intenção, cansa-se e irrita-se. Com o tempo, começa a esbravejar contra as pessoas da sala, culpando-as por estarem ali, o que as leva a respirar ainda mais depressa, piorando a situação.
Tal acontecimento é observado por outro homem do lado de fora. Esse homem não participa, só observa, mas reflete sobre o que está acontecendo. Percebe o esforço do primeiro em mandar ar para a sala e o das pessoas em respirar o ar pouco e viciado. Nota que o desespero está tomando conta de todos e que o desânimo está chegando. O homem do fole não tem mais força nem paciência. As pessoas da sala estão começando a achar que é melhor deixar como está, pois dá para continuar vivendo desde que se respire pequenininho.
O observador, então, levanta-se do banco em que se acomodara, dirige-se lentamente ao centro da cena e, com um movimento decidido, mas delicado, afasta as duas lâminas da janela, faz correr as pesadas cortinas, e algo parecido com milagre acontece: o ar a luz entram pelo novo espaço, com a naturalidade desconcertante das coisas óbvias”.
Na metáfora acima há dois homens tentado resolver o problema da sala fechada. O primeiro tenta fazer o ar entrar usando a força. O segundo apenas abre a janela, deixando o ar fluir, como é de sua natureza, e a luz ocupar o espaço. Qual dos dois poderia ser comparado a um educador de verdade? O que força a entrada ou o que abre a janela?
"

Texto integral no link: Revista VIDA SIMPLES.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Fotos do Lançamento do Projeto: Bastidores...

Para que a festa fosse um SUCESSO contamos com a ajuda de vários amigos que doaram seu trabalho. Nestas fotos não aparecem a CRISTINA, HILARIANA, nem a TITA. Estavam envolvidas demais em TODA PARTE e aqui meninas, nosso MUITO OBRIGADO. Outras tantas pessoas que ajudaram, também não estão aqui por um motivo ou outro, mas esperamos que nosso agradecimento se dê continuamente nas manhãs de sábado.
Na foto acima, Amanda (de camiseta rosa) recebe a garotada. Edna (faixa branca no cabelo)comanda os detalhes burocráticos. Na mesa, Lisianny e Margareth (de costas) distribuíam os crachás.
Na cozinha, Néia (à direita) comandava a equipe que preparou um sem número de sanduíches e sucos para aplacar a fome da criançada!!! O lanche, aprovado por adultos e crianças, não era conto de fadas, não: estava simlesmente DELICIOSO!!!
Andréa (acima) atuou em diversas pontas: aqui, como apoio na distribuição dos sucos, mas também ajudou na oficina de artes assim como a Vilma (abaixo), ensinando a todos como fazer o barangandão.
Com a Luciana, nossa equipe da oficina de artes ficou completíssima.

Fotos do Lançamento do Projeto: Roedores no palco...

Naquele sábado, 31 de março, os Roedores se multiplicaram e soltaram a voz. Juliana Maria, já conhecida de todos por aqui, abriu a caixa de Pandora (oooops... o Baú Cláudio Martins) e despejou suas histórias para todos.
Adriana Frony assumiu o controle da festa com seus Brinquedos Cantados e botou todo mundo para ANDAR DE TREM em diversas línguas... divertidíssima!!! Seja bem vinda ao grupo!!!
O Tino Freitas nem preciso falar... sempre que assumia seu posto de violeiro oficial, era um tal de beijos de minhoca pra lá, sapos lavando o pé pra cá e tantas outras canções que estavam na ponta da língua da criançada.
Depois de algumas apresentações sem registro, é com muita satisfação que apresentamos aos blogueiros roedores nossa querida Luz Borges, conhecida internacionalmente (dá-lhe Cuba) como Dona Cotinha. Desfilou poemas da Cecília e deixou nossa festa ainda mais bonita.